sexta-feira, 25 de abril de 2014

Saudades de ti Prirmão!

Dois anos se passaram e a saudade que sinto de ti ainda é enorme. Guardo no peito e na mente tudo que passamos e vivemos juntos, inclusive a última mensagem que trocamos.
Sempre fomos mais que primos, ótimos amigos, ainda mais que isso, fomos irmãos.
Não lembro de você com tristeza, não choro por você ter partido, choro de saudade de você por saber que perdemos uma pessoa como você, seus conselhos e suas risadas, mesmo assim existem momentos em que a lembrança faz doer o coração e uma lágrima desce pelo rosto.
Mas sei meu “Prirmão” que você está em um lugar reservado aos melhores e espero um dia estar junto de ti.
Obrigado Deus por ter me dado a honra e a felicidade de conhecer e conviver com uma pessoa como o Mário.
Onde quer que esteja, nunca deixarei de te amar!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A comunidade chora!

Arnesto mostra orgulhoso a partitura 001 do Samba do Arnesto
Foto: Leonardo Soares/Estadão
A comunidade do samba chora nesta quarta-feira, 26, ao saber que um dos seus personagens mais famosos partiu para o andar de cima.
Ernesto Paulelli, homem que inspirou a música “Samba do Arnesto”, que foi como Adoniran Barbosa o rebatizou em sua música. Arnesto e Adoniran se conheceram em 1938, quando ambos trabalhavam nas rádios paulistanas, aliás, desde esse tempo que Arnesto se dedica a desmentir a fama de furão que ganhou após a canção ficar famosa.
Até o fim da vida, Arnesto guardou, com orgulho daqueles de brilhar os olhos, um presente valioso que ganhou de Adoniran: a partitura número 001 – como ele mesmo reforçava, com os dois zeros antes do um – do Samba do Arnesto. Com dedicatória do amigo compositor: “Ao acadêmico Ernesto Paulella (sic), a quem dediquei esta composição quando do seu lançamento, em maio de 1955. Homenagem do autor, Adoniran.” Lúcido mesmo com a idade avançada, ele costumava cantarolar o samba que o consagrou com frequência, sempre que lhe pediam.
Ernesto Paulelli, ou melhor , o Arnesto , faleceu aos 99 anos deixando dois filhos, dez netos e nove bisnetos um legado inteiro para o samba. E uma fama de furão!
Vai com Deus e te encontra com teu grande amigo para cantarolar pelos céus.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Lugares para desfrutar dos balões mágicos

A revista TAM Nas Nuvens traz em sua edição de fevereiro, disponível para os mais de 3 milhões de passageiros que viajam pela TAM, uma bonita matéria sobre o balonismo.
A revista destaca e recomenda o passeio em quatro lugares no mundo: Vale do Loire na França, Floresta Amazônica, nada mais nada a menos que no nosso querido Acre, Deserto na Austrália e Capadócia, na Turquia.
É uma honra muita grande estar numa das mais conceituadas revistas de bordo do mundo e destacados ao lado de três outros destinos consolidados no turismo. Isso mostra a força e a Consolidação da EME Amazônia como uma das empresas mais atuantes no ramo do turismo no Brasil. Parabéns ao amigo e empresário Cassiano Marques por mais uma conquista!

O texto da TAM Nas Nuvens informa:

“FLORESTA AMAZÔNICA, NO ACRE. O verde da Floresta Amazônica é paisagem avistada a 300m de altura pelos passageiros dos balões da empresa EME, com capacidade para duas e oito pessoas, além do piloto. O passeio inclui curso de iniciação em balonismo e café da manhã reforçado na volta.” A foto é do competentíssimo fotógrafo acreano Diego Gurgel.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Quais lentes eu devo ter?

Fui surpreendido hoje com essa pergunta por uma pessoa que começou a fotografar a pouco tempo, essa é uma dúvida que todo fotógrafo iniciante tem, talvez eu nem seja a melhor pessoa para responder esse tipo de pergunta, mas vamos lá, vamos ver se posso ajudar.
Geralmente quando começamos a fotografar começamos com uma câmera DSLR que traz uma "lente do kit"que geralmente é composto por uma 18-55 mm, nas câmeras Nikon por exemplo isso é mais comum. Com essa lente é possível fotografar quase tudo, é possível aprender a fotografar, dominar a técnica e algumas pessoas inclusive fazem trabalhos com ela.
Mas muitas vezes com o tempo surge a vontade de ter outras lentes, muitas vezes por necessidade mesmo, porque a lente do kit não é adequada para determinado trabalho, aí que mora o perigo da compra compulsiva. É certo que o mundo da fotografia e dos seus mais diversos equipamentos encanta bastante, mas não é porque simplesmente algumas pessoas se encantam com o vasto mundo da fotografia e ficam ávidas por novas lentes que vai sair por aí adquirindo novas lentes só para ter na coleção.
Se você quer comprar outras lentes, mas não sabe direito qual você quer, espere. Não compre. Esse é o maior sintoma de quem compra por ansiedade somente, pois no dia que você precisar de fato de outra lente, você vai saber exatamente qual você precisa comprar. E muitas vezes você só vai saber qual outra lente precisa com o tempo, conforme você for escolhendo por um campo ou outro da fotografia.
Com o tempo e com o convívio com outros fotógrafos, você vai descobrindo qual o tipo de equipamento é o ideal pra você. Se você gosta de fotografias macro, você não vai de cara comprar uma 50 mm só porque disseram maravilhas dela (e realmente ela é maravilhosa mesmo), se você se interessa por esportes, você precisa necessariamente de uma teleobjetiva e não de uma 24-70 mm e assim por diante, não que isso seja regra, você pode ter todas elas que citei aqui, mas dê prioridades ao trabalho que vai fazer.

comprar uma lente e depois descobrir que ela não era tão importante assim pra você acarreta grandes prejuízos, mesmo que você consiga revendê-la, porque, obviamente, você vai perder dinheiro na revenda, mesmo que ela esteja pouquíssimo usada. Tudo na fotografia é muito caro, Desde as lentes até uma simples bolsinha para carregar a sua máquina, tudo tem preço bem salgado. Então antes de sair por aí fazendo grandes gastos por empolgação, tenha certeza absoluta de quais lentes você precisa ter de verdade. E o principal: lembre-se que o que um outro fotógrafo tem não necessariamente é o que você precisa ter também. Afinal cada um tem lentes de acordo com o seu objetivo fotográfico. Descubra o seu objetivo primeiro, com calma, e somente depois invista em novas lentes. Até lá treine bastante com a sua lente do kit!
 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sobre o uso irresponsável do termo “invasão de haitianos” pela imprensa

A carta que se segue foi escrita e enviada por Helion Póvoa Neto, coordenador do grupo NIEM (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios), ao jornal O Globo que, em diversas oportunidades, utilizou a expressão “invasão” para se referir aos migrantes haitianos chegados ao nosso país desde 2011.
 
Sua não-publicação até agora, bem como a recusa em publicar outras cartas sobre o mesmo tema em ocasiões anteriores, ao mesmo tempo que prioriza todo tipo de manifestação hostil a estes migrantes, leva a que nos pronunciemos publicamente através de outros meios de divulgação.
 
Como grupo de pesquisadores, professores, estudantes e profissionais que têm uma atuação ligada à defesa e promoção dos direitos dos migrantes e refugiados, expressamos nosso protesto contra as restrições do direito a migrar, defendemos a regularização e o atendimento às demandas dos migrantes que vêm sendo recebidos na fronteira, e recusamos a terminologia securitária e criminalizante adotada por certos veículos de imprensa.
 
O NIEM é um núcleo de pesquisas e debates sobre as migrações no Brasil e no mundo, existente desde 2000 e sediado no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
 
Segue a carta:
 
 
 
Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2014
 
“Invasão” de haitianos?
 
Em sua edição de sexta feira, 17/01, O Globo publicou matéria, assinada por Evandro Éboli, com o título “Tião Viana, do PT, critica governo federal após invasão de haitianos”. O jornal reitera, assim, o uso da expressão “invasão”, já empregada há cerca de dois anos (10/01/2012) com referência ao mesmo grupo de migrantes. E também utilizada por setores da imprensa européia e norte-americana referindo-se à chegada de fluxos, numericamente muito mais significativos, de imigrantes e refugiados africanos, asiáticos e latino-americanos.
 
Ninguém ignora que o Brasil vem sendo destino de um expressivo movimento migratório de haitianos, quantitativamente inferior, aliás, ao de outras nacionalidades, inclusive de origem européia, que mesmo quando em situação irregular, parecem não causar o mesmo alarme. O caso dos haitianos, e de outros migrantes de países do Sul, representa sem dúvida um problema social e humanitário, a ser enfrentado com políticas adequadas de direitos humanos, de inserção no mercado de trabalho, de reforma na atual legislação quanto aos estrangeiros e de uma política imigratória aberta ao futuro.
 
Lidar seriamente com a questão significa estar à altura da posição ocupada pelo Brasil no plano internacional, nem por isso imitando de forma subserviente o vocabulário xenófobo e securitário adotado em muitas nações do Norte, onde forças políticas se aproveitam do pânico criado com a situação dos migrantes para apoiar medidas socialmente retrógradas.
 
No caso da matéria em questão, o conteúdo sequer indica que a palavra “invasão” foi utilizada pelo governador mencionado. Parece que o uso, no título, de palavra mais adequada a intervenções militares do que a famílias e trabalhadores migrantes, expressou antes uma opção editorial do jornal que um respaldo em declarações de autoridades. Chamar migrantes de “invasores” denota hostilidade, favorece aqueles que apostam na criminalização e no atraso social. Uma terminologia, portanto, que um veículo de comunicação responsável faria bem em evitar.
 
Atenciosamente,
 
Helion Póvoa Neto - Professor da UFRJ, coordenador do NIEM 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Já imaginaram se não existissem as fotografias e os fotógrafos?

Gleilson Miranda e o saudoso Ramiro Marcelo
Sabe aquelas fotos do seu primeiro aniversário? Então, foram feitas por um fotógrafo. Existem os fotógrafos profissionais, e também aqueles que tiram fotos apenas por hobbie, pelo gosto em fotografar. As fotografias guardam para sempre os momentos, emoções e sentimentos expressados algum dia da sua vida, a fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história. Cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-las pois elas estão por toda parte, revistas, jornais, cartazes, livros, outdoors, videogames e muitas vezes até canais de televisão fazem uso da fotografia, isso sem falar nos momentos importantes que não passamos sem tirar fotos como nas festas e quando estamos em férias! 
É preciso muito estudo e conhecimento para se tornar grande nesta área. A luz, por exemplo, é um elemento fundamental que precisa ser tratado com maestria para se obter uma boa fotografia.

Não fazemos uma foto apenas com uma câmera, ao ato de fotografar, trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, as músicas que ouvimos, as pessoas que amamos. Portanto hoje, dia 8 de janeiro de 2014, dia em que comemora-se mais um dia do fotógrafo, queria deixar aqui registrado o meu carinho e reconhecimento aos amigos, não só pessoais, mas de profissão que fazem dessa arte o seu ganha pão diário e nos brindam com belas imagens todos os dias, porque fazem sim aquilo que amam. São eles: Diego Gurgel, Val Fernandes, Gleilson Miranda, Sérgio Vale, Arisson Jardim, Odair Leal, Marcos Vicentti, Regiclay Saady, Ângela Peres, Rose Peres, Dhárcules Pinheiro e através desses grandes nomes quero parabenizar todos os outros fotógrafos, anônimos ou não que se por um acaso eu esqueci o nome de alguém, me perdoem. Parabéns Fotógrafos!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

STF quer jornalistas diplomados; onde estão os cozinheiros?

Ironia. O mesmo Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou o diploma para o exercício da profissão de jornalista agora abre concurso para jornalistas diplomados!
Após mais de quatro anos da estúpida decisão, capitaneada pelo ministro-relator Gilmar Mendes, que chegou a comparar o jornalista a um cozinheiro, o douto colegiado de ministros abre um concurso que será apenas para profissionais diplomados.
Li o edital com cuidado. Atribuições como cozinhar o velho e bom arroz e feijão ou saber preparar um tradicional Coq au Vin francês, para oferecer aos coleguinhas do Itamaraty, não fazem parte das habilidades exigidas.
O edital é claro:
“CARGO 3: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALIDADE: COMUNICAÇÃO SOCIAL
REQUISITOS: diploma, devidamente registrado, de curso de nível superior de graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, e registro na Delegacia Regional do Trabalho.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DE ATIVIDADES: realizar atividades de nível superior, de natureza técnica, relacionadas ao planejamento, organização, coordenação, supervisão, assessoramento, estudo, pesquisa e execução de tarefas que envolvam todas as etapas de uma cobertura jornalística integrada: produção, redação, reportagem e edição de conteúdos para mídias eletrônicas como rádio, TV, internet e imprensa escrita.”
Se você se interessou, não adianta mais correr, isso só foi amplamente divulgado agora, pois o período de inscrições para o concurso organizado pela Cespe (que na minha opinião, também é uma empresa vagabunda) foram até o dia 4 de novembro.
O salário é bom, pouco mais de 7,5 mil reais, mas são apenas três vagas sabendo-se que há vacância de mais de setenta, considerando-se todas as mídias que trabalham no STF e, diga-se de passagem, realizam um ótimo trabalho por sinal. A carga horária também não é a nossa, o velho e utópico sonho de cinco horas por dia ou sete, no máximo.
Acho que isso só fortalece nossa luta em prol da exigência do diploma para o exercício do Jornalismo tendo em vista que, nem quem derrubou o diploma e promoveu uma censura indireta em nosso trabalho, usa do mesmo mal que propagou, atendendo a interesses pra lá de escusos.
Dotes culinários? Deixe-os para os finais de semana. Isso se não houver plantão.
Extraído do site da fenaj cujo título original é: "“STF faz concursos para jornalistas diplomados. Cozinheiros não servem!”; alguns comentários foram feitos tomando por base o texto de Sylvio Micelli, que é jornalista profissional diplomado e servidor público concursado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.